16 de dezembro de 2019 0 Comments Brand Experience, LifeStyle, Menstoys

Clube de Cavalheiros

O empresário André Caruso está á frente do Caruso Lounge, um verdadeiro hub de relacionamentos onde o charuto é a estrela

Por Sylvain Justum

 

Nome à frente do Caruso Lounge, versão 2.0 da tradicional tabacaria com o mesmo sobrenome da família fundada em 1885, André Caruso é apaixonado pelo clube de cavalheiros que criou em São Paulo. No coração do Itaim Bibi, o empresário montou um ambiente aconchegante e muito masculino, com poltronas e sofás de couro, luz discreta, propício para reuniões entre executivos e papos intensos sobre a economia do país entre um drink e outro. Ou apenas para descontrair enquanto assiste a uma partida de futebol nos telões. Ali, degustam-se os melhores charutos, é claro, mas também é possível abastecer a adega com uma seleção de vinhos da Grand Cru, jantar no elegante restaurante anexo ou usufruir dos serviços da barbearia instalada no andar superior.

“Identificamos nosso público, que é nichado, e procuramos dar a ele a melhor estrutura e experiência possíveis”, explica André. “Gosto de chamar o Lounge de hub de relacionamentos, pois aqui se fecham negócios e constroem-se amizades.” Atento aos mínimos detalhes, André costuma dar seu número de celular pessoal a todos os frequentadores para ouvir eventuais sugestões ou reclamações. Ele é a quarta geração da família no comando dos negócios e está há 14 anos construindo uma rede de contatos valiosa. Empresários, políticos e o alto escalão do mercado financeiro costuma se reunir no Caruso Lounge para harmonizar um bom charuto com um whisky ou um conhaque de qualidade. “O homem está se permitindo ter mais momentos para si.”

“Rum, whisky, conhaque, café e chocolate amargo são ótimos para acompanhar os charutos brasileiros, cubanos, da Nicarágua ou da República Dominicana – os melhores”, explica. “Mas é uma questão pessoal. Eu, por exemplo, adoro degustar o meu tomando uma cerveja.”  O charuto e seu ritual são símbolos de um estilo refinado, que atravessa gerações e se mantém mais vivo do que nunca. Vale dizer que a origem do traje smoking, ícone do black tie, vem justamente do momento em que os homens se reuniam para acender seus charutos. Associado à alfaiataria – “a maioria dos nossos clientes usa costume e camisa quando vem direto do trabalho” – o charuto está relacionado ao prazer e é um grande meio de socialização. Funciona também como celebração, já que é comum acendê-lo para registrar o nascimento de um filho ou em casamentos.

Mas é preciso prestar atenção na maneira correta de acender e conservar o seu charuto. “O ideal é mantê-lo a uma temperatura de 21 graus com 70% de umidade, em média”, explica André. Também não vale sair cortando a ponta do seu charuto de qualquer maneira. “O correto e mais comum é cortar com a guilhotina ou fazer pequenos furos, para manter o charuto mais encorpado. Não é recomendado acender com isqueiro com fluido ou gás porque altera o sabor do charuto. Recomenda-se acender com maçarico ou fósforo”, alerta.

Digamos que seguir todo esse ritual equivale a ter a experiência de fazer um costume ou uma camisa sob medida, certo, André? “Sem dúvida. É um caminho sem volta, faz parte das coisas boas da vida.”


Share: